Não se chama a atenção pra um erro que não faz diferença!
“Eu falei com o João ontem… na verdade, foi anteontem.”
“Eu trabalho com isso há dez anos… quer dizer, onze.”
“Ela entrou na empresa em março… aliás, no comecinho de abril.”
Percebe o que aconteceu?
A conversa parece que ficou engasgando o tempo todo.
Isso acontecia muito no rádio.
A gente tropeçava em alguma palavra ou errava num detalhe que não mudava em nada a mensagem… e parava tudo para corrigir.
Com o tempo eu aprendi uma regra que é básica.
Não se chama a atenção pra um erro que não faz diferença!
Quando você interrompe a própria fala para consertar cada detalhe, tira o foco da ideia e coloca um holofote no tropeço.
Claro que existem exceções. Se você falou um valor errado, um nome errado, uma informação que muda o entendimento, corrija.
Agora, se é um detalhe que não altera a mensagem. Segue. Vai em frente.
Quem está ouvindo está interessado na história, na ideia, no argumento.
Quem está preocupado com o erro normalmente é quem está falando.
Na próxima conversa, faz um teste: antes de corrigir um detalhe sem importância, segue a frase até o fim. Depois me conta se alguém sentiu falta da correção.