Caricatura

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O que vem à sua mente quando você ouve a palavra caricatura?

Provavelmente um rosto desenhado com alguma parte exagerada.
Um nariz enorme.
Um queixo desproporcional.
Um bigode gigantesco.

Caricatura é uma expressão artística construída sobre o exagero.

O artista pega um traço real — e amplia.

Veja bem, ele não inventa.
Ele acentua o que já existe.

Mas mesmo exagerando, ele preserva a identidade.

Ela precisa manter o vínculo com o real.
Se perder a referência, perde a piada.
Perde a crítica.
Perde a função.

Agora vamos falar da voz.

Na locução também existe exagero.

A fala natural já tem suas pausas.
Já tem intenção.
Já tem variação de energia.

O profissional amplia esses elementos para conduzir a atenção.

Uma pausa um pouco mais marcada.
Uma ênfase mais clara.
Uma energia mais alta.

Mas aqui está o ponto:

Na caricatura visual, o exagero é visível e isso funciona.
Na locução, o exagero não pode virar protagonista se não ele distorce a mensagem.

Vira uma caricatura vocal.

A boa locução conduz a atenção sem competir com o conteúdo.

Porque quando a forma grita mais alto que a ideia,
a mensagem se perde.

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