We invented onomatopoeia to communicate with sounds long before words.
Sabe o que significa esse palavrão? É uma figura de linguagem que imita um som real. Pode ser da natureza, de objetos, de animais ou de ações humanas. Por exemplo, o trovão vira “cabrum”. O relógio faz “tic tac tic tac”. Aí pode até ser uma bomba relógio. O cachorro late “au au”. Em inglês, inclusive, dizem “woof woof”. A flatulência é representada simplesmente pelo pum.
Tudo isso é onomatopeia. Agora, o que pouca gente se dá conta é que, apesar de estar muito associada a histórias em quadrinhos ou ao cinema mudo, a onomatopeia é muito mais antiga que a escrita. Ela aparece lá atrás, nos primórdios da comunicação humana, quando a gente ainda não tinha vocabulário, mas já precisava se entender.
E o mais curioso é que muitas vezes a onomatopeia influencia o nosso comportamento. Você já parou para pensar porque a gente diz “ai” quando sente dor ou então diz “atchim” quando espirra? Aprendemos com as onomatopeias. Fomos condicionados por elas. Se bem que nem todo mundo espirra dizendo “atchim”, né? Tenho um tio que espirra dizendo “whisky”. Aí já é um espirro com personalidade, né? E sempre, em vez de um lenço, ele pede duas pedrinhas de gelo.