Você pode estar se comunicando mal mesmo sem falar nada, se você não presta atenção em dois pontos da comunicação não verbal.
O toque. Um cumprimento de mãos. Um tapinha nas costas. Um abraço.
E o Olhar. O contato visual. Ou a falta dele.
Então vamos lá:
O toque é um dos sinais sociais mais sensíveis que existem.
Por exemplo, o mais comum, o aperto de mão
Quando é feito com firmeza transmite segurança, presença.
Mas se apertar muito pode ser entendido como arrogância ou desafio.
O abraço.
Quando acontece no contexto certo, com a pessoa certa, transmite acolhimento, conexão.
Mas na hora errada pode ser percebido como invasão de espaço ou excesso de intimidade.
E aquele famoso tapinha nas costas? É a mesma coisa.
O que importa é o contexto. E a gente pode pensar em alguns fatores. Hierarquia num ambiente de trabalho, cultura(em São Paulo é um beijo, no Rio são dois), gênero – as mulheres interagem diferente dos homens, nível de proximidade, de intimidade, o lugar (na praia é uma coisa, no trabalho é outra)
Não existe fórmula, não tem receita pronta. É preciso ler o ambiente, observar, entender o contexto.
E o olhar?
O contato visual é o que mais marca a sua presença.
Evitar o olhar pode ser interpretado como insegurança, falta de preparo e também como desinteresse, desprezo.
Agora um olhar excessivamente fixo tbm não é bom. Gera um desconforto, uma pressão.
Tem um amigo que faz assim: arregala os olhos e fixa. É muito esquisito. Ele é gente boa mas esse olhar é estranho.
O equilíbrio está em dois pontos: olhar com atenção ao ouvir e quando estiver falando diretamente para a outra pessoa e desviar o olhar ao pensar, puxar uma lembrança ou raciocinar sobre uma ideia, mas depois volta.
Criar consciência da importância de como e quando tocar o outro e como conduzir o seu olhar contribui muito para ser bem entendido.
Por que a boa comunicação não é feita apenas de palavras.
É feita também de percepção.
E essa percepção é construída, em grande parte, por sinais não verbais como esses.
Ó na dúvida, aposte num aperto de mão firme na medida certa e um olho no olho. Isso já te posiciona bem.
E esses gestos fazem qualquer conversa começar e terminar muito melhor.